Resistência.
Estou com essa palavra na cabeça, que se repete: “resistência”,
“resistência”. Penso que até o presente, minha existência
remonta, de algum modo, os sentidos da resistência. Isso não tem nada
haver com ser revolucionário, ou ser de esquerda, ou de direita.
Resistência não caracteriza perspectiva ideológica. Essa palavra
veio em momento delicado. Nunca fui espetacular em nada - como sempre
nunca faltou pessoas que me deixassem esquecer – e, nestas horas em que o corpo e o
espírito fraquejam é que vem alguma coisa a mais que me mantém
alerta, resistente, mesmo que não tenha nenhuma possibilidade de
remediar o irremediável. Resistência é manter a fé na vitória,
mesmo depois de pedido o jogo. O silêncio é uma forma de
resistência. A ausência é uma forma de resistência. Se deixar
levar, por vezes, até mesmo se adaptar – quando suas convicções
dizem o contrário é forma de resistência. Suportar a pressão, as
ofensas, as palavras sinceras, os olhares maliciosos, a falsidade dos
bonzinhos, a descrença dos mais próximos. E daí vem um dia, outro,
a sequencia de fatos e o que temos? O que temos é o termômetro do
quanto conseguimos ser resistentes. Por favor, não confundir com
resiliência – porque são bem parecidos! A diferença é que para
ser resistente, às vezes deve-se partir com uma dose de loucura, já
a resiliência requer uma dose de equilíbrio, que por vezes pode
depender muito mais do intelecto, do que de uma força interior
maior. Enfim, estava pensando em todas essas bobagens antes de
dormir. No geral acho que somos mais resilientes do que resistentes.
O pacto da resistência é para poucos …
“Construir frases
afirmativas é exercitar a confiança no próprio intelecto, é
desenvolver a capacidade de defender nossas ideias” p. 67 (Natalie
Goldeberg, do livro “Escrevendo com a alma”)

Nenhum comentário:
Postar um comentário