domingo, 21 de janeiro de 2018

De volta à leitura em ciência política: ideias iniciais


Estou fazendo algumas releituras no campo da ciência política. Ano de eleição, para além de questões partidárias ideológicas quero sair do território comum, para pensar as questões do Estado mais organicamente. Suas atribuições, perspectivas de políticas públicas, entender como historicamente construímos o que chamamos de Estado. Pra mim todo o resto é doutrinação e uma repetição idiota.
O que tenho achado interessante nestas releituras é perceber o quanto perspectivas que se colocam hoje – tanto a esquerda como a direita – estão ultrapassadas. São denominações e perspectivas que fizeram sentido no passado. Os estados que se modernizam caminham para otimização dos seus serviços, por meio das TIC’s. O Estado como provedor só faz sentido quando voltado ao essencial: educação, saúde e segurança pública. No caso do Brasil é exatamente nestas áreas essenciais que reside o que há de mais inoperante – com poucas exceções de bom funcionamento.
Tornar os campos de saúde, educação e segurança eficientes requer uma verdadeira revolução, mas não me refiro às velhas revoluções já conhecidas e todas fracassadas, falo de uma mudança de concepção de todos. Todos! Independente de nossas crenças políticas/ideológicas precisamos repensar o que chamamos de sociedade, nos redefinir para as coisas que realmente são essenciais. Particularmente, não acredito nestes modelos que se propõem: tanto a esquerda (que teve sua oportunidade e nada fez de diferente), como a direita (que também teve suas oportunidades, mas assim como a esquerda falharam). Promessas, redes de dependência e submissão, gestores que se acham donos da ‘coisa’ pública, tudo feito num modelo que chamamos de democrático.
Não sei muito nada, sobre os caminhos que aponto. Sei apenas do que não quero. Não quero nada do que está posto, nem à direita, nem a esquerda. Do tudo que não sei, penso apenas que esse grande Leviatã precisa ser reinventado, do contrário corremos o risco de voltarmos ao lugar do qual nunca saímos. Todo o resto é mais do mesmo!

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