Estou fazendo algumas releituras no campo da ciência política. Ano
de eleição, para além de questões partidárias ideológicas quero
sair do território comum, para pensar as questões do Estado mais
organicamente. Suas atribuições, perspectivas de políticas
públicas, entender como historicamente construímos o que chamamos
de Estado. Pra mim todo o resto é doutrinação e uma repetição
idiota.
O que tenho achado interessante nestas releituras é perceber o
quanto perspectivas que se colocam hoje – tanto a esquerda como a
direita – estão ultrapassadas. São denominações e perspectivas
que fizeram sentido no passado. Os estados que se modernizam caminham
para otimização dos seus serviços, por meio das TIC’s. O Estado
como provedor só faz sentido quando voltado ao essencial: educação,
saúde e segurança pública. No caso do Brasil é exatamente nestas
áreas essenciais que reside o que há de mais inoperante – com
poucas exceções de bom funcionamento.
Tornar os campos de saúde, educação e segurança eficientes requer
uma verdadeira revolução, mas não me refiro às velhas revoluções
já conhecidas e todas fracassadas, falo de uma mudança de concepção
de todos. Todos! Independente de nossas crenças
políticas/ideológicas precisamos repensar o que chamamos de
sociedade, nos redefinir para as coisas que realmente são
essenciais. Particularmente, não acredito nestes modelos que se
propõem: tanto a esquerda (que teve sua oportunidade e nada fez de
diferente), como a direita (que também teve suas oportunidades, mas
assim como a esquerda falharam). Promessas, redes de dependência e
submissão, gestores que se acham donos da ‘coisa’ pública, tudo
feito num modelo que chamamos de democrático.
Não sei muito nada, sobre os caminhos que aponto. Sei apenas do que
não quero. Não quero nada do que está posto, nem à direita, nem a
esquerda. Do tudo que não sei, penso apenas que esse grande Leviatã
precisa ser reinventado, do contrário corremos o risco de voltarmos
ao lugar do qual nunca saímos. Todo o resto é mais do mesmo!

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