quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Resistência


Resistência. Estou com essa palavra na cabeça, que se repete: “resistência”, “resistência”. Penso que até o presente, minha existência remonta, de algum modo, os sentidos da resistência. Isso não tem nada haver com ser revolucionário, ou ser de esquerda, ou de direita. Resistência não caracteriza perspectiva ideológica. Essa palavra veio em momento delicado. Nunca fui espetacular em nada - como sempre nunca faltou pessoas que  me deixassem esquecer – e, nestas horas em que o corpo e o espírito fraquejam é que vem alguma coisa a mais que me mantém alerta, resistente, mesmo que não tenha nenhuma possibilidade de remediar o irremediável. Resistência é manter a fé na vitória, mesmo depois de pedido o jogo. O silêncio é uma forma de resistência. A ausência é uma forma de resistência. Se deixar levar, por vezes, até mesmo se adaptar – quando suas convicções dizem o contrário é forma de resistência. Suportar a pressão, as ofensas, as palavras sinceras, os olhares maliciosos, a falsidade dos bonzinhos, a descrença dos mais próximos. E daí vem um dia, outro, a sequencia de fatos e o que temos? O que temos é o termômetro do quanto conseguimos ser resistentes. Por favor, não confundir com resiliência – porque são bem parecidos! A diferença é que para ser resistente, às vezes deve-se partir com uma dose de loucura, já a resiliência requer uma dose de equilíbrio, que por vezes pode depender muito mais do intelecto, do que de uma força interior maior. Enfim, estava pensando em todas essas bobagens antes de dormir. No geral acho que somos mais resilientes do que resistentes. O pacto da resistência é para poucos … 


“Construir frases afirmativas é exercitar a confiança no próprio intelecto, é desenvolver a capacidade de defender nossas ideias” p. 67 (Natalie Goldeberg, do livro “Escrevendo com a alma”)

domingo, 21 de janeiro de 2018

De volta à leitura em ciência política: ideias iniciais


Estou fazendo algumas releituras no campo da ciência política. Ano de eleição, para além de questões partidárias ideológicas quero sair do território comum, para pensar as questões do Estado mais organicamente. Suas atribuições, perspectivas de políticas públicas, entender como historicamente construímos o que chamamos de Estado. Pra mim todo o resto é doutrinação e uma repetição idiota.
O que tenho achado interessante nestas releituras é perceber o quanto perspectivas que se colocam hoje – tanto a esquerda como a direita – estão ultrapassadas. São denominações e perspectivas que fizeram sentido no passado. Os estados que se modernizam caminham para otimização dos seus serviços, por meio das TIC’s. O Estado como provedor só faz sentido quando voltado ao essencial: educação, saúde e segurança pública. No caso do Brasil é exatamente nestas áreas essenciais que reside o que há de mais inoperante – com poucas exceções de bom funcionamento.
Tornar os campos de saúde, educação e segurança eficientes requer uma verdadeira revolução, mas não me refiro às velhas revoluções já conhecidas e todas fracassadas, falo de uma mudança de concepção de todos. Todos! Independente de nossas crenças políticas/ideológicas precisamos repensar o que chamamos de sociedade, nos redefinir para as coisas que realmente são essenciais. Particularmente, não acredito nestes modelos que se propõem: tanto a esquerda (que teve sua oportunidade e nada fez de diferente), como a direita (que também teve suas oportunidades, mas assim como a esquerda falharam). Promessas, redes de dependência e submissão, gestores que se acham donos da ‘coisa’ pública, tudo feito num modelo que chamamos de democrático.
Não sei muito nada, sobre os caminhos que aponto. Sei apenas do que não quero. Não quero nada do que está posto, nem à direita, nem a esquerda. Do tudo que não sei, penso apenas que esse grande Leviatã precisa ser reinventado, do contrário corremos o risco de voltarmos ao lugar do qual nunca saímos. Todo o resto é mais do mesmo!

Aula de Filosofia do Direito

Estou compartilhando aula de Filosofia do Direito. Em Breve estarei de volta com novas postagens.