domingo, 17 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Resistência


Resistência. Estou com essa palavra na cabeça, que se repete: “resistência”, “resistência”. Penso que até o presente, minha existência remonta, de algum modo, os sentidos da resistência. Isso não tem nada haver com ser revolucionário, ou ser de esquerda, ou de direita. Resistência não caracteriza perspectiva ideológica. Essa palavra veio em momento delicado. Nunca fui espetacular em nada - como sempre nunca faltou pessoas que  me deixassem esquecer – e, nestas horas em que o corpo e o espírito fraquejam é que vem alguma coisa a mais que me mantém alerta, resistente, mesmo que não tenha nenhuma possibilidade de remediar o irremediável. Resistência é manter a fé na vitória, mesmo depois de pedido o jogo. O silêncio é uma forma de resistência. A ausência é uma forma de resistência. Se deixar levar, por vezes, até mesmo se adaptar – quando suas convicções dizem o contrário é forma de resistência. Suportar a pressão, as ofensas, as palavras sinceras, os olhares maliciosos, a falsidade dos bonzinhos, a descrença dos mais próximos. E daí vem um dia, outro, a sequencia de fatos e o que temos? O que temos é o termômetro do quanto conseguimos ser resistentes. Por favor, não confundir com resiliência – porque são bem parecidos! A diferença é que para ser resistente, às vezes deve-se partir com uma dose de loucura, já a resiliência requer uma dose de equilíbrio, que por vezes pode depender muito mais do intelecto, do que de uma força interior maior. Enfim, estava pensando em todas essas bobagens antes de dormir. No geral acho que somos mais resilientes do que resistentes. O pacto da resistência é para poucos … 


“Construir frases afirmativas é exercitar a confiança no próprio intelecto, é desenvolver a capacidade de defender nossas ideias” p. 67 (Natalie Goldeberg, do livro “Escrevendo com a alma”)

domingo, 21 de janeiro de 2018

De volta à leitura em ciência política: ideias iniciais


Estou fazendo algumas releituras no campo da ciência política. Ano de eleição, para além de questões partidárias ideológicas quero sair do território comum, para pensar as questões do Estado mais organicamente. Suas atribuições, perspectivas de políticas públicas, entender como historicamente construímos o que chamamos de Estado. Pra mim todo o resto é doutrinação e uma repetição idiota.
O que tenho achado interessante nestas releituras é perceber o quanto perspectivas que se colocam hoje – tanto a esquerda como a direita – estão ultrapassadas. São denominações e perspectivas que fizeram sentido no passado. Os estados que se modernizam caminham para otimização dos seus serviços, por meio das TIC’s. O Estado como provedor só faz sentido quando voltado ao essencial: educação, saúde e segurança pública. No caso do Brasil é exatamente nestas áreas essenciais que reside o que há de mais inoperante – com poucas exceções de bom funcionamento.
Tornar os campos de saúde, educação e segurança eficientes requer uma verdadeira revolução, mas não me refiro às velhas revoluções já conhecidas e todas fracassadas, falo de uma mudança de concepção de todos. Todos! Independente de nossas crenças políticas/ideológicas precisamos repensar o que chamamos de sociedade, nos redefinir para as coisas que realmente são essenciais. Particularmente, não acredito nestes modelos que se propõem: tanto a esquerda (que teve sua oportunidade e nada fez de diferente), como a direita (que também teve suas oportunidades, mas assim como a esquerda falharam). Promessas, redes de dependência e submissão, gestores que se acham donos da ‘coisa’ pública, tudo feito num modelo que chamamos de democrático.
Não sei muito nada, sobre os caminhos que aponto. Sei apenas do que não quero. Não quero nada do que está posto, nem à direita, nem a esquerda. Do tudo que não sei, penso apenas que esse grande Leviatã precisa ser reinventado, do contrário corremos o risco de voltarmos ao lugar do qual nunca saímos. Todo o resto é mais do mesmo!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Segunda-feira: muito lentamente

Segunda-feira. Em algum lugar já tinha escrito sobre as segundas-feiras. Alguns dizem que é o dia da preguiça; não o considero como um dia preguiçoso. É o momento em que as rotinas recomeçam, as vezes mais rápido, outras vezes mais lenta. Tudo depende de um certo ‘estado de espírito’. Isso é subjetivo, mas tem muita relação com as expectativas que geramos em nossos projetos pessoais, à maneira como estou encarando a vida, como vejo as coisas acontecerem exterior a própria vontade, como vou me incorporando em tudo isso – se é que podemos mesmo nos incorporar a tudo que acontece no que está em nosso entorno, e mesmo distante.
Hoje, por exemplo, acordei com um pouco mais de disposição para retomar algumas coisas que são urgentes – e que ainda não consegui resolver, como arrumar um emprego – e, projetos paralelos como: escrever meu primeiro livro, atualizar algumas leituras, que já deviam ter sido concluídas. Em geral, não gosto da segunda-feira, mas não é pelas razões que apontei acima. Em um dia paramos tudo e no outro temos que recomeçar. De onde cresci as coisas não paravam nunca, até porque meu pai é autônomo e, cuidar do próprio negócio tem suas vantagens, mas, igualmente, sua carga de obrigação. Então, ele sempre está fazendo alguma coisa. Outo motivo que vejo a segunda-feira, talvez seja uma mistura da minha formação religiosa, somado a um certo estilo de vida que nunca terei, muito inspirado nas pessoas que vivem do processo criativo - ou do campo das artes em geral. Poderia dar exemplos; o melhor dia que acho para me considerar escritor são nos finais de semana, daí trabalhar até a segunda de madrugada, 5h. Isso é utopia, completamente fora da realidade.
O que questiono é sempre as possibilidades. Mas não quero tratar disso, especificamente, mas de como tive duas visões sobre minha vida e a realidade, num mesmo dia. Precisei sair para resolver algumas questões no centro da cidade. Antes, caminhei por vinte minutos. Quando não tenho trabalho pela manhã, gosto de sair por volta das 9 horas. Mesmo estando mais ensolarado e quente, dá pra caminhar mais tranquilamente, porque não há ninguém fazendo o mesmo que eu. Logo cedo, sempre muita gente pelas pistas de caminhada, o problema as vezes nem é esse. Ao invés caminharem, muitos passeiam a passos de tartaruga falando de seus problemas pessoais, ou comentando notícias de jornais sensacionalista. Termina atrapalhando quem vem mais rápido.
Depois da caminhada retomei a leitura, quase esquecida. Depois tomei a decisão de sair. Peguei ônibus, que estranhamente Passava das 13 horas quando cheguei no centro da cidade. Desci na Av. Conde da Boa Vista, na parada “do Shopping”. A primeira coisa que vi e pensei foram sobre as paradas do BRT’s. Projetadas para nossa grandiosa copa do mundo, que se tem hoje são grandes gaiolas, que neste verão serão verdadeiras saunas. Feio, mal projetado, vê-se mesmo a cara daquilo que se faz de qualquer jeito apenas para prestar contas. Sem falar do incômodo, no qual todos tem que passar uma catraca estreita e dura de roda. Já as calçadas a presença de um velho problema: o crescimento da informalidade.
Nas ruas, nas lojas, entre avenidas, poucas pessoas. Percebi um certo desanimo na maneira como as pessoas caminhavam. Tudo estava muito lento, com exceção de um de artistas que faziam uma performasse na avenida. Parei no restaurante para almoçar. Naquele momento era o único cliente. Depois do almoço voltei para casa com a impressão de que há um desanimo na feição das pessoas. Dias atrás me sentia assim. Com aquela sensação de nada podemos fazer a não ser esperar. Seria este o sentimento de todos desta segunda-feira?

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ditos pela primeira vez

Em primeira mensagem, talvez, o mais significante seja tratar da importância de ser blog. Não é a primeira vez que abro um blog. Literando Coisas foi uma das minhas experiências com a escrita. Abri este blog - não sei se por coincidência - em novembro de 2013 e o mantive até agosto de 2016. Foram ao todo 153 publicações. Na época fazia uma vinculação direta das postagens no facebook. Apesar de ter uma frequência de leitura moderada não gostei da experiência. Isso me levou a encerrar o blog e depois a me retirar do facebook. Particularmente, nunca gostei do tido de informação e postagens de facebook. Os comentários, quase sempre, fora do contexto do que estava escrevendo. 
Em ditos e escritos não pretendo fazer nada profissional. Poderia fazer postagens em facebook, no entanto, vejo aqui uma possibilidade de melhor controle e qualidade, tanto do que pretendo escrever, como de comentário - caso tenha.
Por ora é isso. Espero voltar em breve, com mais postagens.

Aula de Filosofia do Direito

Estou compartilhando aula de Filosofia do Direito. Em Breve estarei de volta com novas postagens.