Jorge Barbosa
Ideias avulsas, apenas isso.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Aula de Filosofia do Direito
Estou compartilhando aula de Filosofia do Direito. Em Breve estarei de volta com novas postagens.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Resistência
Resistência.
Estou com essa palavra na cabeça, que se repete: “resistência”,
“resistência”. Penso que até o presente, minha existência
remonta, de algum modo, os sentidos da resistência. Isso não tem nada
haver com ser revolucionário, ou ser de esquerda, ou de direita.
Resistência não caracteriza perspectiva ideológica. Essa palavra
veio em momento delicado. Nunca fui espetacular em nada - como sempre
nunca faltou pessoas que me deixassem esquecer – e, nestas horas em que o corpo e o
espírito fraquejam é que vem alguma coisa a mais que me mantém
alerta, resistente, mesmo que não tenha nenhuma possibilidade de
remediar o irremediável. Resistência é manter a fé na vitória,
mesmo depois de pedido o jogo. O silêncio é uma forma de
resistência. A ausência é uma forma de resistência. Se deixar
levar, por vezes, até mesmo se adaptar – quando suas convicções
dizem o contrário é forma de resistência. Suportar a pressão, as
ofensas, as palavras sinceras, os olhares maliciosos, a falsidade dos
bonzinhos, a descrença dos mais próximos. E daí vem um dia, outro,
a sequencia de fatos e o que temos? O que temos é o termômetro do
quanto conseguimos ser resistentes. Por favor, não confundir com
resiliência – porque são bem parecidos! A diferença é que para
ser resistente, às vezes deve-se partir com uma dose de loucura, já
a resiliência requer uma dose de equilíbrio, que por vezes pode
depender muito mais do intelecto, do que de uma força interior
maior. Enfim, estava pensando em todas essas bobagens antes de
dormir. No geral acho que somos mais resilientes do que resistentes.
O pacto da resistência é para poucos …
“Construir frases
afirmativas é exercitar a confiança no próprio intelecto, é
desenvolver a capacidade de defender nossas ideias” p. 67 (Natalie
Goldeberg, do livro “Escrevendo com a alma”)
domingo, 21 de janeiro de 2018
De volta à leitura em ciência política: ideias iniciais
Estou fazendo algumas releituras no campo da ciência política. Ano
de eleição, para além de questões partidárias ideológicas quero
sair do território comum, para pensar as questões do Estado mais
organicamente. Suas atribuições, perspectivas de políticas
públicas, entender como historicamente construímos o que chamamos
de Estado. Pra mim todo o resto é doutrinação e uma repetição
idiota.
O que tenho achado interessante nestas releituras é perceber o
quanto perspectivas que se colocam hoje – tanto a esquerda como a
direita – estão ultrapassadas. São denominações e perspectivas
que fizeram sentido no passado. Os estados que se modernizam caminham
para otimização dos seus serviços, por meio das TIC’s. O Estado
como provedor só faz sentido quando voltado ao essencial: educação,
saúde e segurança pública. No caso do Brasil é exatamente nestas
áreas essenciais que reside o que há de mais inoperante – com
poucas exceções de bom funcionamento.
Tornar os campos de saúde, educação e segurança eficientes requer
uma verdadeira revolução, mas não me refiro às velhas revoluções
já conhecidas e todas fracassadas, falo de uma mudança de concepção
de todos. Todos! Independente de nossas crenças
políticas/ideológicas precisamos repensar o que chamamos de
sociedade, nos redefinir para as coisas que realmente são
essenciais. Particularmente, não acredito nestes modelos que se
propõem: tanto a esquerda (que teve sua oportunidade e nada fez de
diferente), como a direita (que também teve suas oportunidades, mas
assim como a esquerda falharam). Promessas, redes de dependência e
submissão, gestores que se acham donos da ‘coisa’ pública, tudo
feito num modelo que chamamos de democrático.
Não sei muito nada, sobre os caminhos que aponto. Sei apenas do que
não quero. Não quero nada do que está posto, nem à direita, nem a
esquerda. Do tudo que não sei, penso apenas que esse grande Leviatã
precisa ser reinventado, do contrário corremos o risco de voltarmos
ao lugar do qual nunca saímos. Todo o resto é mais do mesmo!
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Segunda-feira: muito lentamente
Segunda-feira. Em algum lugar já tinha escrito sobre as
segundas-feiras. Alguns dizem que é o dia da preguiça; não o
considero como um dia preguiçoso. É o momento em que as rotinas
recomeçam, as vezes mais rápido, outras vezes mais lenta. Tudo
depende de um certo ‘estado de espírito’. Isso é subjetivo, mas
tem muita relação com as expectativas que geramos em nossos
projetos pessoais, à maneira como estou encarando a vida, como vejo
as coisas acontecerem exterior a própria vontade, como vou me
incorporando em tudo isso – se é que podemos mesmo nos incorporar
a tudo que acontece no que está em nosso entorno, e mesmo distante.
Hoje, por exemplo, acordei com um pouco mais de disposição para
retomar algumas coisas que são urgentes – e que ainda não
consegui resolver, como arrumar um emprego – e, projetos paralelos
como: escrever meu primeiro livro, atualizar algumas leituras, que já
deviam ter sido concluídas. Em geral, não gosto da segunda-feira,
mas não é pelas razões que apontei acima. Em um dia paramos tudo e
no outro temos que recomeçar. De onde cresci as coisas não paravam
nunca, até porque meu pai é autônomo e, cuidar do próprio negócio
tem suas vantagens, mas, igualmente, sua carga de obrigação. Então,
ele sempre está fazendo alguma coisa. Outo motivo que vejo a
segunda-feira, talvez seja uma mistura da minha formação religiosa,
somado a um certo estilo de vida que nunca terei, muito inspirado nas
pessoas que vivem do processo criativo - ou do campo das artes em
geral. Poderia dar exemplos; o melhor dia que acho para me considerar
escritor são nos finais de semana, daí trabalhar até a segunda de
madrugada, 5h. Isso é utopia, completamente fora da realidade.
O que questiono é sempre as possibilidades. Mas não quero tratar
disso, especificamente, mas de como tive duas visões sobre minha
vida e a realidade, num mesmo dia. Precisei sair para resolver
algumas questões no centro da cidade. Antes, caminhei por vinte
minutos. Quando não tenho trabalho pela manhã, gosto de sair por
volta das 9 horas. Mesmo estando mais ensolarado e quente, dá pra
caminhar mais tranquilamente, porque não há ninguém fazendo o
mesmo que eu. Logo cedo, sempre muita gente pelas pistas de
caminhada, o problema as vezes nem é esse. Ao invés caminharem,
muitos passeiam a passos de tartaruga falando de seus problemas
pessoais, ou comentando notícias de jornais sensacionalista. Termina
atrapalhando quem vem mais rápido.
Depois da caminhada retomei a leitura, quase esquecida. Depois tomei
a decisão de sair. Peguei ônibus, que estranhamente Passava das 13
horas quando cheguei no centro da cidade. Desci na Av. Conde da Boa
Vista, na parada “do Shopping”. A primeira coisa que vi e pensei
foram sobre as paradas do BRT’s. Projetadas para nossa grandiosa
copa do mundo, que se tem hoje são grandes gaiolas, que neste verão
serão verdadeiras saunas. Feio, mal projetado, vê-se mesmo a cara
daquilo que se faz de qualquer jeito apenas para prestar contas. Sem
falar do incômodo, no qual todos tem que passar uma catraca
estreita e dura de roda. Já as calçadas a presença de um velho
problema: o crescimento da informalidade.
Nas ruas, nas lojas, entre avenidas, poucas pessoas. Percebi um certo
desanimo na maneira como as pessoas caminhavam. Tudo estava muito
lento, com exceção de um de artistas que faziam uma performasse na
avenida. Parei no restaurante para almoçar. Naquele momento era o
único cliente. Depois do almoço voltei para casa com a impressão
de que há um desanimo na feição das pessoas. Dias atrás me sentia
assim. Com aquela sensação de nada podemos fazer a não ser
esperar. Seria este o sentimento de todos desta segunda-feira?
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Ditos pela primeira vez
Em primeira mensagem, talvez, o mais significante seja tratar da importância de ser blog. Não é a primeira vez que abro um blog. Literando Coisas foi uma das minhas experiências com a escrita. Abri este blog - não sei se por coincidência - em novembro de 2013 e o mantive até agosto de 2016. Foram ao todo 153 publicações. Na época fazia uma vinculação direta das postagens no facebook. Apesar de ter uma frequência de leitura moderada não gostei da experiência. Isso me levou a encerrar o blog e depois a me retirar do facebook. Particularmente, nunca gostei do tido de informação e postagens de facebook. Os comentários, quase sempre, fora do contexto do que estava escrevendo.
Em ditos e escritos não pretendo fazer nada profissional. Poderia fazer postagens em facebook, no entanto, vejo aqui uma possibilidade de melhor controle e qualidade, tanto do que pretendo escrever, como de comentário - caso tenha.
Por ora é isso. Espero voltar em breve, com mais postagens.
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